Hoje dia 18 de abril foi com certeza uma data marcante na minha vida acadêmica. O dia começou normal, acordei às 7 horas tomei um banho coloquei minha roupa social, meu sapato desconfortável, e rumei ao centro de ensino continuado da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Comigo eu carregava meu laptop, meus documentos, que me consumiram horas de leituras e estudos.Mais ainda, levava comigo um nervosismo persistente, mas uma esperança de que eu iria ajudar a resolver um problema que afeta a vida de milhões de pessoas.
A sessão se iniciou às 9:20 e logo começamos a debater a questão nuclear Iraniana, a Uganda teve o privilégio de se sentir imparcial, tentamos e acho que com exito passar a mensagem de que a paz e a segurança deveraim ser levadas em conta sem ferir os direitos de soberania e autonomia garantidos na Carta da ONU, as grandes potências precisam deixar de lado a posição imperialista que possuem e com isso me refirdo aos USA, Russia, França e Reino Unido. A primeira vez que Uganda se pronunciou foi um grande desafio, eu tremi do dedo do pé ao último fio de cabelo, mas depois do choque inicial as coisas foram melhorando.
Entre questões, pronunciamentos e moções, o nosso comitê foi se estendendo até a hora do almoço, quando tentamos deixar de lado as discurssões e voltar ao nosso papel de pessoas, o que se provou completamente impossível. Durante o almoço no restaurante “Bem Natura”, Bukina Faso e China se sentaram a mesa comigo e debatemos sobre propostas e resoluções que deveriam ser tomadas. Após o almoço retornamos ao debate. A segunda rodada foi bem mais interessante que a primeira, o Reino Unido que a princípio havia adotado uma postura mais branda mudou seu discurso e começou a tratar o problema de uma forma bem mais agressiva, como a maioria das delegações. Durante esse momento tivemos a experiência de moções informais onde a sala do comitê virou, com perdão da terminologia, uma “feira livre”, em um bom sentido já que pudemos chegar a algum consenso em relação às cláusulas preâmbulares apresentadas pela França. Durante um desses debates a Rússia levantou uma questão importante, diante ao “break” que Uganda e Lybia estavam propondo à proposta ela se proncunciou da seguinte maneira “ Sejamos práticos, Uganda e Líbia não irão apoiar e daí?” mal sabia ele que precisaria do nosso voto mais tarde naquele mesmo dia. Claro que isso é uma posição óbvia, o senhor delegado infelizmente esta certo, os países pequenos tem pequena voz no conselho de segurança, o príncipio de igualdade e unidade é inteiramente ignorado pelas grandes potências. Dito isso finalizo esse dia dizendo: A minha primeira experiência foi ótima, difícil, conturbada, cheia de contradições, acusações e aprendizado, não posso deixar de mencionar que conheci pessoas únicas e de grande especificidade como o Thiago, a Paula, o João, a Agatha e outros cujos os nomes me faltam, mas acho que a lição mais importante que posso tirar desse dia é essa: nenhum país é inocente, não existe uma fórmula pronta para mudar o mundo e até mesmo as nossa instituições que se auto-proclamam imparcial estão longe de atingir esse status.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
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Ai é tão boa toda essa primeira sensação!!! Bom você fazer um relato disso ;)
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