sábado, 2 de abril de 2011

O Significado dos tumultos e a necessidade de se posicionar

Depois de duas grandes guerras o mundo decidiu se organizar, criarão a ONU com o objetivo de evitar novos conflitos e promover a~cooperação entre os povos em matéria econômica social. Sessenta e seis anos mais tarde ainda nos deparamos com um mundo caótico onde a ONU não consegue, ou não pode, dirimir os conflitos. Na área econômica e sociala cooperação é a exceção, e quando se fala de meio-ambiente não estamos nem perto de atingir um acordo que possa de fato ter consequências práticas. Façamos um pequeno ¨tour¨ pelas principais questões que deixam os formuladores de PE com os nervos a flor da pele.

Começemos pela intervenção na Líbia, apesar de suas motivações ¨morais¨ a estratégia adotada é falha, não preve um plano de ação efetivo porque não quer se posicionar mais abertamente contra Khadaffi. Dessa forma apenas protela uma grande guerra civil. A ONU tenta velar por um princípio de imparcialidade impossível que em uma situação como essa só serve para causar mais mortes, ou eles armam os rebeldes e destronam Khadaffi ou que não se metessem lá. E para piorar a coalizão acaba de matar os próprio rebeldes e ainda civis em um bombardeio errado.

Continuando na Áfrca e OM a situação é de total revolta da população para com os governos não-democráticos, OMÃ, a Síria de Assad, Iêmen, Bahrein. Durante anos o ocidente vem tentando incurtir nas mentes islâmicas os altos valores de uma sociedade democrática, mas nunca falaram que iriam ajudá-los, a ONU e a AG não cansou de passar resoluções incentivando a democracia, bom vamos a hora é essa! Vai custar dinheiro, vai ferir interesses econômicos e políticos dos grandes, mas se a idéia e a ética e a moral, então não deveriam poupar esforços para encontrar uma via democrática para esse povo que agora sim está nas ruas.

Se não, se ficar no impasse vai ter que começar a lidar com situações como as de ontem e hoje no Afeganistão. A operações de Peace-building tem por objetivo investir em estruturas que ajudem a implementação da paz e de governos democráticos mas a falta de recursos financeiros e principalmente a extrema pobreza que vive a maior parte da população torna esse procesos impossível. As revoluções Árabes poderiam proporcionar uma nova distribuição da renda, mais acesso a informação e com isso pode ser que o ódio em relação ao outro, ao diferente, ao desconhecido se transforme em crompreensão.

A Costa do Marfim é o exemplo emblemático da ineficiente das missoões de paz em de fato promover uma transissão pacífica. Em dois dias 800 mortos e o presidente, não eleitos se recusa a deixar o cargo. É um desafio grande que a ONU precisa mostrar-se capaz de superar, de outra forma sua legitmidade na África vai se definhar ainda mais. Já não basta os erros no Congo, Somália, Serra Leoa e outros.

Por último temso a crise Nuclear japonesa, isso levanta a questão da Matriz energética mundia. O mundo conta com 442 reatores nucleares, que já como visto não são tão seguros e poderiam trazer a terra a uma catastrofe, ao mesmo tempo os combustíveis fósseis estão destruindo o planeta e provocando cada vez mais tragédias naturais. Os fórum de meio ambiente são uma grande mentira onde nenhum compromisso sério é acordado. Isso porque os Estados não estão dispostos a arcar com os custos.

O que concluímos é que a situação esta difícil. A Comunidade Internacional, instituicionalizada principalmente na ONU se ve diante de inúmeros desafios que não podem ser negligenciados, sob o risco de perda total de legimidadde da organização que ajudou a manter uma relativa paz, ou ausência de uma guerra mundial por todos esses anos. Se uma coisa aprendemos é que não se deve subestimar a capacidade escalada dos conflitos e a irracionalidade política humana. Agora é a hora de agir de tomar um lado, ficar em cima do muro não deixa de ser uma decisão e uma muito arriscada!