terça-feira, 28 de julho de 2009

Wallerstein X Nye e o Destino do Mundo!

“China y EEUU abordan juntos el siglo XXI” (El país, 28 de julho de 2009)






O dia 11 de setembro foi um marco importante que modificou a agenda internacional. Muitos estudiosos viram tal acontecimento como um sinal nítido do declínico do império americano outro acreditam que foi um sinal de alerta, de que os EUA precisavam mudar urgentemente o caráter de sua política externa e fugir do isolacionismo que tantos ainda defendiam.

Eu destacaria dois teóricos principais que defenderam de forma brilhante seus pontos de vista, e no meu humilde parecer acredito que não se excluem automaticamente.

Em “O Declínio do poder americano”, Immanuel Wallerstein faz uma exclenete análise das crises econômicas sociais e políticas, demonstra a perda de poder dos governo americanos desde 1970, incluindo a esfera econômica e também militar, e mostra além disso o colapso de todo o sistema capitalista como algo inevitável dentro dos próximos cinquenta anos. Apesar disso deixa em aberto como será o caráter do próximo sistema, se será mais desigual e injusto ou se finalmente iremos atingir o nosso maior potencial como seres-humanos e transformaremos o mundo para algo “melhor”.

Apesar de usar uma base filosófica bastante distinta, Joseph Nye, faz também uma análise do poder americano no século XXI. Em seu livro “O paradoxo do poder americano: porque a única superpotência do mundo não pode prosseguir isolada”, ele defende a idéia de que alguns outros países estão sim crescende de forma mais acelarada que os EUA, mas que mesmo que essa tendência se matenha eles não alcançariam os americanos até 2122 ou talvez mais. De acordo com os estudos de Nye os sistema internacional só pode ser compreendido em um plano tridmensional, onde no primeiro temos o poder militar duro onde sem dúvidas os EUA são a maior potência, depois temos o plano econômico, onde há um certo multilareralismo e o último é o das relações transnacionais que trasnpoem as fronteiras onde incluem-se vários tipos de atores onde o poder é amplamente distribuído.

Tanto Wallerstein como Nye consideram a China como um possível império a desbancar os EUA, porém enquanto Wallerstein acredita que essa probabilidade é ampla Nye acredita que é remota e quase nula. Nye acredita que isso só aconteceria caso os EUA fossem muito negligêntes a ponto de empurrarem, através de sua arrogância, uma possível aliança militar entre China, Japão e Rússia.

O ponto de maior divergência entre os dois autores é exatamente esse, enquanto Nye acredita que os EUA ainda poderão manter sua hegemonia por um longo tempo principalmente o século XXI desde que sejam sensatos em suas decisões, Wallerstein defende que não há nada, ou realmente muito pouco, que os EUA possam fazer para evitar seu colapso.

O que eu humildemente posso deduzir é que os três pontos apresentados por Wallerstein para o colapso do sistema como um todo são indiscutíveis, os recursos naturais estão se esgotando cada vez mais rápido, não só isso como os fatores de trabalho estão cada vez mais custosos porque a maior parte do mundo já foi explorada e por último os tributos e suas representações são controvérsos e insustetáveis no longo prazo. Como Hobsbawn preveu em 2050 apenas 20% da mão de obra humana será necessária, o que faremos com resto da população mundial? Será difícil uma hegemonia Americana no longo prazo, como bem disse Tucídides a inevitabilidade da guerra é uma das principais causas dela e uma guerra entre os EUA e paira no horizonte, direta ou indiretamente. O poder brando dos EUA ainda é uma arma forte e incomparável, porém os seus ideais de liberdade, democracia e direitos humanos são cada vez mais controversos a suas necessidade econômicas e políticas. Nye talvez possa fazer uma leitura da realidade mais profunda focando em pontos que Wallerstein prefere não se dar ao trabalho de analisar, porém a sua aposta na eternidade do poder brando e sua descrença no colpaso do sistema fazem com que suas privsões percam força.

O declínio do império americano é inevitável, como bem destaca Nye eles precisaram rapidamente aprender a cooperar ao invés de sempre liderar, o que eu vejo para os EUA é uma luta deseperada em manter seus privilégios na nova ordem mundial que se está formando, será muito difícil tendo em vista todos os outros Estados que lutarão por igual ou maior influência. O segredo de desvendar o futuro continua pairando na capacidade de definir a natureza humana e montar as respostas mais previsíveis dos aotres mais influentes, porém como sempre disse Marx o fator X é uma arma que muda todo o contexto.


Amana Frechiani Nascimento