terça-feira, 28 de julho de 2009

Wallerstein X Nye e o Destino do Mundo!

“China y EEUU abordan juntos el siglo XXI” (El país, 28 de julho de 2009)






O dia 11 de setembro foi um marco importante que modificou a agenda internacional. Muitos estudiosos viram tal acontecimento como um sinal nítido do declínico do império americano outro acreditam que foi um sinal de alerta, de que os EUA precisavam mudar urgentemente o caráter de sua política externa e fugir do isolacionismo que tantos ainda defendiam.

Eu destacaria dois teóricos principais que defenderam de forma brilhante seus pontos de vista, e no meu humilde parecer acredito que não se excluem automaticamente.

Em “O Declínio do poder americano”, Immanuel Wallerstein faz uma exclenete análise das crises econômicas sociais e políticas, demonstra a perda de poder dos governo americanos desde 1970, incluindo a esfera econômica e também militar, e mostra além disso o colapso de todo o sistema capitalista como algo inevitável dentro dos próximos cinquenta anos. Apesar disso deixa em aberto como será o caráter do próximo sistema, se será mais desigual e injusto ou se finalmente iremos atingir o nosso maior potencial como seres-humanos e transformaremos o mundo para algo “melhor”.

Apesar de usar uma base filosófica bastante distinta, Joseph Nye, faz também uma análise do poder americano no século XXI. Em seu livro “O paradoxo do poder americano: porque a única superpotência do mundo não pode prosseguir isolada”, ele defende a idéia de que alguns outros países estão sim crescende de forma mais acelarada que os EUA, mas que mesmo que essa tendência se matenha eles não alcançariam os americanos até 2122 ou talvez mais. De acordo com os estudos de Nye os sistema internacional só pode ser compreendido em um plano tridmensional, onde no primeiro temos o poder militar duro onde sem dúvidas os EUA são a maior potência, depois temos o plano econômico, onde há um certo multilareralismo e o último é o das relações transnacionais que trasnpoem as fronteiras onde incluem-se vários tipos de atores onde o poder é amplamente distribuído.

Tanto Wallerstein como Nye consideram a China como um possível império a desbancar os EUA, porém enquanto Wallerstein acredita que essa probabilidade é ampla Nye acredita que é remota e quase nula. Nye acredita que isso só aconteceria caso os EUA fossem muito negligêntes a ponto de empurrarem, através de sua arrogância, uma possível aliança militar entre China, Japão e Rússia.

O ponto de maior divergência entre os dois autores é exatamente esse, enquanto Nye acredita que os EUA ainda poderão manter sua hegemonia por um longo tempo principalmente o século XXI desde que sejam sensatos em suas decisões, Wallerstein defende que não há nada, ou realmente muito pouco, que os EUA possam fazer para evitar seu colapso.

O que eu humildemente posso deduzir é que os três pontos apresentados por Wallerstein para o colapso do sistema como um todo são indiscutíveis, os recursos naturais estão se esgotando cada vez mais rápido, não só isso como os fatores de trabalho estão cada vez mais custosos porque a maior parte do mundo já foi explorada e por último os tributos e suas representações são controvérsos e insustetáveis no longo prazo. Como Hobsbawn preveu em 2050 apenas 20% da mão de obra humana será necessária, o que faremos com resto da população mundial? Será difícil uma hegemonia Americana no longo prazo, como bem disse Tucídides a inevitabilidade da guerra é uma das principais causas dela e uma guerra entre os EUA e paira no horizonte, direta ou indiretamente. O poder brando dos EUA ainda é uma arma forte e incomparável, porém os seus ideais de liberdade, democracia e direitos humanos são cada vez mais controversos a suas necessidade econômicas e políticas. Nye talvez possa fazer uma leitura da realidade mais profunda focando em pontos que Wallerstein prefere não se dar ao trabalho de analisar, porém a sua aposta na eternidade do poder brando e sua descrença no colpaso do sistema fazem com que suas privsões percam força.

O declínio do império americano é inevitável, como bem destaca Nye eles precisaram rapidamente aprender a cooperar ao invés de sempre liderar, o que eu vejo para os EUA é uma luta deseperada em manter seus privilégios na nova ordem mundial que se está formando, será muito difícil tendo em vista todos os outros Estados que lutarão por igual ou maior influência. O segredo de desvendar o futuro continua pairando na capacidade de definir a natureza humana e montar as respostas mais previsíveis dos aotres mais influentes, porém como sempre disse Marx o fator X é uma arma que muda todo o contexto.


Amana Frechiani Nascimento

domingo, 28 de junho de 2009

TEGUCIPALA E A DEMOCRACIA

“A democracia é um péssimo sistema, mas é melhor que todos os outros”



El nuevo presidente de Honduras decreta el toque de queda, El Poder Judicial respalda la acción de la cúpula militar contra el jefe del Estado.-Simpatizantes del presidente depuesto levantan barricadas en las calles de Tegucigalpa. Depois de um golpe de Estado, o chefe do novo governo de Honduras, Roberto Micheletti, decretou o toque de recolher para os próximos dias, com o objetivo de manter a ordem. Isso porque os cidadão fiéis ao governo antigo estão fazendo levantes contra o golpe.

O ex-presidente, Zelaya, que foi acusado de não ser fiel à constituição quando queria promover um pleibicito para tornar legal a sua reeleição, tipo o que Chavez promoveu na Venezuela em fevereiro deste ano, e similar ao que o Presidente Lula tem em mente para o Brasil. Relembrando que na ocasião Lula fez questão de parabenizar Chávez, levando a crer que o pleibicito já daria a Chávez a releição, ops!

Transtorno bipolar da política externa Americana

Enquanto o pleibicito da venezuela é visto como uma tentativa de Hugo Chávez de se tornar presidente vitálico dando um golpe na democria e sendo portanto altamente condenável, o mesmo escritório de Washignton que condena tal pleibicito condena o golpe que tira o presidente de Honduras que buscava fazer o memso. Isso não me deixas muitas opções não ser concluir que mais uma vez a única moral e ética que reina na política externa Americana é o mais puro e abominável interesse próprio.

Por que tudo que ouvimos de Washignton são frase vazias do tipod “Exigimos que respeitem a democracia”, “É preciso que os direitos humanos sejam cumpridos”. É claro que eles são capazes de entender os problemas conjunturais que tornam impossíveis que todos os países do mundo possam ter um nível de desenvolvimento e padrão de vida como o dos EUA. Por isso devemos desconfiar muito de toda essa boa vontade dos EUA em ajudar o mundo, essa boa vontade Obama em se reaproximar com o Oriente, porque de boa vontade não há nada.

Voltando ao assunto

EU sempre caio na tentação de criticar a política Americana no meus posts, deve ser algum tipo de trauma-sulamericano. O objetivo desse post é falar do golpe em Honduras. Sim ele representa uma afronta a democracia, porém é bastante claro que a democricia é falha, em muitos pontos, e por isso atos contra ela são justificáveis e necessários muitas vezes, sinceramente senhores, não podemos delegar a população todo o tipo de decisão, porque democracia representativa é uma farsa foi e sempre será uma oligarquia do poder. Para tentar torná-la o mais justça possível existem mecanismos como o de proibição à releições múltiplas que busca exatamente quebrar tal oligarquia, eu só não entendo como um golpe militar pode ser contra a democracia e tal pleibicito não!!

Só nos resta saber se quando o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva resolver colocar com votação um pleibicito para sua reeleição e exército brasileiro dar’a um golpe, e caso ele não dê se votaremos à favor ou contra.

Fontes: www.elpais.com
Amanda Frechiani Nascimento

domingo, 7 de junho de 2009

1962 all over again...

Dia 3 maio de 2009, uma data pra ficar historia!



Assim apontavam os maiores jornais do mundo "OEA revoga suspensao a Cuba depois de 57 anos" (http://www.estadao.com.br/) , American States debate readmiting Cuba (http://www.newyorktimes.com/), "La OEA abre la puerta para la readmision de Cuba despues de 57 anos" (http://www.elpais.com/).



Mas com toda certeza o canal midiatico que tratou de forma acertada tal noticia fue la Granma internacional e as reflexoes de Fidel Castro:

"La OEA fue complice de todos los crimenes cometidos contra Cuba."

"En un momento u otro, la totalidad de los paises de America Latina fueron victimas de las intervenciones y agresiones politicas y economicas. No hay uno solo que pueda negarlo. Es ingenuo creer que las buenas intenciones de un Presidente de Estados Unidos justifiquen la existencia de esa instituicion que abrio las puertas al caballo de troya que apoyo las Cumbres de Las Americas, el neoliberalismo, el narcotrafico, las bases militares y las crisis economicas. Las ignorancia, el subdesarollo, la dependencia economica, la pobreza, la devolucion forzosa de los que emigran en busca de trabajo, el robo del cerebros, y hasta las armas sofisticadas del crimen oraganizado fueron las consequencias de las intervenciones y el saqueo procedentes del Norte. Cuba, un pequeno pais, ha demonstrado que se puede resistir ao bloqueo y avanzar en muchos campos e incluso cooperar con otros paises."

E dificl falar dessa democracia Americana quando nos lembramos da politica do "big stick" de Traf, Marshall, e Roosevelt! Nao podemos deixar de nos lembrar quando olhamos para o canal do Panama que aquilo foi uma das maiores expressoes dessa politica na America Latina. Em 1902 quando os USA apoiou a sua independencia depois de a Colombia nao aceitar a proposta Americana para a construcao do canal. Nao podemos nos esquecer das "Platt Amendements" as quais Cuba, Republica Dominicana, Porto Rico, e Cuba foram submetidos, nas quais os EUA possuiam o direito de intervencao praticamente ao sel bel-prazer!

Oh Senhores nao precisamos mais de Platt Amendements, e incocebvel como bem destacou Fidel que Washignton continue se metendo nas questoes que dizem respeito a America Latina! Maquiavel havia nos alertado, nao devemos deixar que um amigo mais poderoso nos ajude em nossas lutas, pois daremos assim mais poderes a sua intervencao!! Simon Bolivar defendeu INDEPENDENCIA DA EUROPA MAS NAO DEPENDENCIA AOS EUA!!! O QUE O POVO LATINO PRECISA E DE SUA PROPRIA ORGANIZACAO QUE VISE O SEU PROPRIO DESENVOLVIMENTO, NUNCA IREMOS NOS DESENVOLVER SOB AS ASAS DOS EUA!

" No mundo existem 3 tipos de pessoas, aquelas que sentem, aquelas que veem e aquela que nao veem nada. Os primeiros sao capazes de pensar e perceberem as atitudes, as segundas se importam com o que parece e as terceiras nao se importam. Os principes precisam se preocupar em parecer, porque as segundas esta em maioria e nao acreditam nas primeiras" (MAQUIAVEL).

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A little....

No digas no que te conozco y se como piensas nodigas no.
Os tempos vão foram-se os tempos e agora te calas
tu já não falas se falo de amor
se tens as malas prontas, nãofinjas, tudo acabou.
Porque já não se ve o teu sonrriso ao amanhecer
porque jánão sou mais teu bem-querer
cuando se ama el final se presiente,
se nota un frío un vacío tan triste, c
omo en un film seadivina la escena,
cuando se va, oh no!
se o amor acaba a ninguém cabe a culpa
se o amor acaba não cabe desculpa
agora aperte as minhas mãos, sim, pra que reste o recordar,sim, amanhã,
no puede ser, disimular ynegar la evidencia,
como haces tu cuando intentas fingir,
sin tener el valor de decirme que pasaaquí.
Será, dentro de mi,
como unanoche de invierno porque quizá ya desde hoyno te veré.
Sei que me amavas e agora já é tarde
sei que me amavas e agoraé saudade
no nosso filme o fim serátriste não quero ver, oh não!
sabes que é cegada a hora das dores
Dores dequando se acabam os amores
agora aperte as minhas mãos, sim pra que reste o recordar,
sim amanhã não estarás mais aki.

Por mais que tentemos nao podemos negar o que somos, mas nao precisamos nos acostumar, "ninguem se acostuma a ser explorado", as pessoas simplesmente sao porque sao alienadas! Que tristeza todos os dias nessa vida. E se tu podes, talvez, ser um pouco feliz, nao seria um pecado? A nao ser e claro que voce goste da dor...

domingo, 17 de maio de 2009

O Fim da vida como a conhecemos!

Quantos profetas gritaram aos sete ventos? Anunciaram o fim do mundo e o fim da vida como ela e? Talvez uma mao cheia deles! Que durante a passagem no capitalismo mercantil para o industrial viam nas ruas os detritos sociais e pensavam, com razao, de que aquilo era o prenuncio da destruicao da humanidade.
Nao contavam eles, que a o capitalismo iria se reinventar iria se tornar "leve", "fluido" e enfim "liquido". Tao liquido que escaparia por entre nossas maos, que nos dominaria sem mesmo percebermos, que entraria nas nossas relacoes mais infimas e nos ditariam como agir!

A felicidade medida, pesada, planejada alcanca e transformada em uma nova e intingivel felicidade. E no processo de alcanca-la de novo, dinheiro, medo, compras e exploracao!

domingo, 26 de abril de 2009

A LOUCURA DE MARX

O que e essencial e invisivel aos olhos" e tambem o que e obvio!E mais do que obvio que a nossa sociedade e um fracasso da humanidade, e obvio que somos escrvizados pelas relacoes de producao e e obvio que a superesrtrutura (religiao, ideologias, costumes, regras) e um reflexo da nossa estrutura ( relacoes de producao e forcas produtivas, ou seja como produzimos e como dividmos a producao). Nao vamos perder tempo aqui discutindo conceitos pequenos para descaracterizar as teorias de Marx, e obvio que ele estava certo. E agora nao faz mais sentindo saber quem estava com a rzao quem poderia explicar com a teoria mais exata porque 60% morre de fome para 10% poderem comer mais do que precisam? Marx talvez tenha se equivocado quando previu que o modo de producao nao iria acompnhar o crescimento da demanda, mas se a sociologia fosse um brinquedo ela seria um brinquedo velho, mas ainda assim o melhor do quarto. E se pudessemos reverter essa teoria e dizer que a distribuicao da producao seria tao igual que a alienacao nao seria apenas dos meios de producao mas da producao geral e que isso iria despertar o proletario? E por ver tantas anomalias na sociedade porque nao a classe media poderia entrar na luta de Marx? Sabemos que o sangue deles esta em nossas maos, sabemos que todas as vezes que vamos ao shopping e nos fartamos de roupas e comidas obsecado pela ideologia de que "merecemos" nos divertir, nos fartar de que so porque consideramos nosso trabalho mais valioso ele realmente o e!E mais do que impressionante como pensamos e agimos de modo a manter o sistema que e obviamente falho, muito criticam cuba dizendo que as pessoas nao tem liberdade, mas que liberdade tem a sua faxineira? a nao ser a liberdade de escolher qual roupa menos rasgada ela ira usar? Me desculpe mas e infinitamente melhor nao ter a liberdade de escolher entre uma blusa vermelha ou azul do que ter a liberdade de escolher qual dos filhos alimentar. Se nao podemos ter tudo, se os recursos sao limitados que pelo menos possamos ser capazes de deixar de lado nosso egoismo, e se a sua fe religiosa nao lhe inspira isso que pelo menos voce o faca pela moral, porque o cpaitalismo so ira ruir quando finalmente ele nao tiver mais adpetos de suas ideologias, e por mais que isso seja reacionario, eh melhor dar um passo atras do que um a frente que nos leva a destruicao da nossa especie ou da vida como a conhecemos.Eu nao tenho por intencao te convencer a dar um voto de pobreza que nem eu mesmo sei se sou capaz, nao posso me libertar das cordas que me sustentam.Eu me sinto tao presa todos os dias, a cada noticia de sofrimento de pessoas que nasceram fadadas, ou se vc eh daqueles cetico que acreditam que somos donos do destino pelo menos admita que se nao fadadas, fortemente induzidas, ao fracasso, ao desespero, ao desamparo, a solidao, as trevas!Marx bem que estava certo quando disse " quando duas maos nao conseguem produzir mais do que uma boca pode comer, eh impossivel que exita excedente de producao". Os ludistas nao sao tao ignorantes quanto os capitalistas querem que voce pensem, a conversa nao resolve tudo, ela so adia tudo e mantem tudo como esta. O boycote e a luta armada sao as nossas unicas saidas, se nao estamos prontos para o cominismo, precisamos voltar ao feudalismo? ou talvez a um capitalismo mercantil! Mas nao podemos mais contribuir com isso, tente mudar, tente boycotar tudo aquilo que contribui para a manutencao das diferencas sociais.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Utimo dia de CS

E chegou o dia 21 de abril, o último dia do comitê. Nós delegados acordamos com uma missão enorme em nossas costas, havia uma guerra a ponto de explodir entre Israel e Irã, se isso acontesse as vidas perdidas e o sangue derramado estariam em nossas mãos, em nossa consciência e em nossa ineficência. A sessão teve incício as 8:50 sem as delegações de USA e Reino Unido, tentamos pressionar ao máximo para que a França não vetasse uma resolução que condenasse Israel pelos ataques do dia 20. Porém a posição francesa não se alterou, a turquia era à favor de qualquer resolução que congelasse qualquer desenvolvimento armado na região, visto que já havia uma certa agitação no Iraque e na Síria. Mas a Uganda, como representante dos povos Islâmicos, jamais seria à favor de uma resolução que omitisse o ato covarde da nação de Israel, e contavamos também com o apoio da Rússia. Os USA finalmente chegaram, e as negociações se complicaram graças a presença do imperialismo americano que mais parecia uma representação de Israel, tentando justificar o tempo todo o ataque desse Estado ao território soberano do Irã. Após muitas negociações e propostas de emendas, com a ajuda de China e Uganda para mediarem, finalmente chegamos à uma resolução que apesar de não condenar diretamente exigia uma explicação por parte de Israel, bem como, congelava todas as movimentações militares na região. A Uganda votou à favor com direitos, visto que defendemos a condenação de Israel, nós justificamos o nosso voto tomando como base que o povo Islâmico não deseja mais guerra, não deseja mais mortes de seus filhos e por isso essa resolução nos favorecisa nesse sentido, mas deixando claro que Israel não deve sair impune pois desrespeitou sim a carta da ONU e as leis do direito internacional.
Vale ressaltar que nesse dia as delegações de China, Burkina Faso, Uganda e Turquia almoçaram no outback, relembrando que após bancar o almoço de seus respectivo delegados o governo de Uganda decretou moratória.
Por último a delegação da Turquia tentou introduzir uma proposta de resolução para reconhecer o PKK como uma organização terrorista, infelizmente essa resolução não passou e o problema dos curdos foi adiado mais uma vez.
Por fim encerramos o TEMAS, do meu ponto de vista foi a melhor experiência da minha vida. Agradecimentos especiais ao nosso diretor Igor Mendes, que ao final se mostrou uma pessoa sensata e que trabalhou incasávelmente para que tivermos um experiência mais real possíve. À nossa diretora assistênte, Rúbia Rodrigues, que esteve presente 100% do tempo para ajudar e auxiliar de forma muito eficiente no andamento do comitê, muito obrigada pela experiência super estimulante e real que vocês nos proporcionaram, estejam certos de que voltaremos no próximo ano com uma expectativa grande de que será tão divertido como a desse ano, acho que vocês podem se considerar vitoriosos e nas palavras de Igor “missão cumprida”, e só uma ressalva eu nunca bebi tanta água em minha vida, vocês são responsáveis por um incetivo a hidratação dos delegados. Gostaria de agradecer principalmente à Paulinha e a Rose, delegadas da China que além de darem um show de performance no comitê foram de ajuda imprecindível para que a delegação de Uganda pudesse ter acesso à simulação e principalmente se preparar para simular, entender o que era a simulação, aprender como construir a política externa de um país enfim infinitos “muito obrigada” à vocês meninas, vocês serão minhas mestres eternas.Sem esquecer da Agatha que estava sempre disposta a responder minhas perguntas “sem noção” nas aulas de RI. Também a minha família em BH que me proveu de comida transporte e um lugar para ficar. Gostaria também de agradecer aos professores Rogrigo e Flávia da UVV por ter ajudado na nossa preparação de posições, discursos e estratégias que fizeram muito sucesso no comitê. '
P.S. Gostaria de agradecer ao Luan, meu parceiro, que juntos vivemos nossa primeira simulacao que sera inesquecivel...UGANDA SEMPRE
Aos meus pais, sem os quais ajuda nada disso seria possível, e incasavelmente à Deus que me iluminou e me ajudou nesse desafio. A delegação de Uganda está satisfeita e viciada em simulação e como diz a Paulinha, DPS total, agora é esperar a próxima.

3o dia de simulacao

Gostaria de ter salvo alguma energia para a confecção desse post, mas o dia de hoje foi extremamente exaustante e muito mais excitante do que irá parecer em meus relatos.
Chueguei a sessão bem mais cedo, as 8 horas da manhã, confesso que estava um pouco esperançosa de que iríamos aprovar uma resolução e partiriamos para o temas 2 que eram o dos curdos. A sessão se iniciou as 9:12 sem a China ou os USA, portanto eramos 9 e para aprovar a resolução seria imprecindível a aprovação unânime. A Uganda porém deixou claro que não concordava com a cláusula número 6 e iria se abster como havia feito no dia anterior. Foi uma posição atacada, tive que me defender de várias acusações mas mantive a posição que mais condizia com a política externa Ugandense, por fim cedi exigindo que a cláusula sofresse uma pequena alteração semântica, para muitos delegados foi visto como uma mudança insignificante mas para Uganda aquela mudança poderia sinalizar ao Irã uma certa abertura da comunidade Itenracional. Portanto chegaram as delegações Chinesas e dos USA a resolução foi aprovada. Tentamos introduzir o problema dos curdos, mas foi impossível, a maioria das nações não queriam se pronunciar a respeito disso. Eis que recebemos várias notícias sobre a situação Israel x Irã, até que enfim Israel atacou o Irã alegando que havia uma movimentação suspeita por parte do Irã. Foi o suficiente para que o Conselho se unisse, ou se desunisse, para a Uganda e outros 7 países era obvio que era o dever do CS como um orgão imparcial condenar a ação de Israel e ugir o cessar fogo imediato pelas partes envolvidas, mas os USA, França e Reino Unido foram contra alegando que Israel agiu em legítima defesa, é claro que a Uganda condenou essas declarações imparciais e imperialistas que vão de encontro ao princípio inegável de soberania nacional, dos procedimentos de defesa defendidos pela UN, e do princípio da manutenção da paz e da segurança. Após os vetos às 9:00 a sessão foi adiada. Foi um dia cheio senhores e amanhã será um dia de grandes emoções com certeza. A nossa Diretora Assitente disse que demoramos muito a perceber que uma guerra estava para acontecer, eu discordo a maioria viu ar que a guerra estava para acontecer, mas preferiu ignorar tendo em vista que é do interesse de muitas nações o enfraquecimento de Israel e para outras do Irã, acho que essa guerra acaba dando discupas para os USA legitimizarem ataques militarees ao Irão e dos países Islâmico à Israel, mostrando o rotrocesso na política externa desses países. Termino o poste com a mesma frase que terminei minha participação no dia de hoje “Que Deus proteja os curdos, porque se depender do CS eles irão sucumbir.”

2o dia do TEMAS

Nem tudo é perfeito, mas definitivamente as coisas tendem a melhorar. O dia de hoje começou cedo, com o tradicional banho matinal das, 7 o café da manhã com o queijo minas original que te coloca em um ótimo humor para começar o dia. Como uma demonstração de boa fé a delegação de Uganda chegou dentro do horário estabelecido pelo secretariado, infelizmente essa demonstração não foi aderida por outros comitês e por isso a sessão se iniciou às 8:50. Apesar de não ter mencionado ontem acho importanto lhes dizer que o corum desse comitê é de 11 delegações, quando deveríamos ser 15, a falta do México, Vietnã, Croácia e Austria é um fato lamentável visto que esses países tem uma obrigação moral de representar todos os Estados que não fazem parte do quadro permanente do conselho de segurança.
O Comitê se iniciou cheio de esperanças de aprovar uma resolução em relação ao programa nuclear Iraniano, não seria suficiente dizer que a resolução foi vetada. Seria pertinente dizer que a delegação de Uganda se absteve de votar à favor de qualquer cláusula que partisse do princípio de que o programa tem fins nuclear, as vezes me parece muito difícil representar Uganda e não Amanda, mas acho que a visão de Uganda contra o imperialismo ocidental, vem conquistando Amanda, fazendo mensão impotantíssima aos discursos da Líbia que apesar de radicais e impertinentes de vez ou outra, tem um pano de verdade. Os USA empenharam quase 1 hora da sessão em aprovar uma emenda que modificava duas palavras de uma cláusula operativa para veta-la durante a votação, a Rússia vetou duas cláusulas que agradeciam a IAEA e a outra de que o Comitê se manteria ciente da questão. Essa grande palhaçada foi o suficiente para que depois do cofee break tivessemos a honra de receber o senhor secretário geral, Ban Ki Moon,confesso que ele é bem diferente do que eu imaginava, cabelos compridos e uma barbicha que eu não tinha percebido nas fotos, mas brincadeiras à parte, o senhor Ban Ki Moon, frizou a importância de que decisões rápidas fossem tomadas e que elas fossem efeciêntes. Após a saída do Sr. Secretário Geral o USA apresentou uma nota à emprensa na qual manifestava de que o conselho estava empenhado em resolver as questões e etc. Durante o Comite a revista REUTERS publicou a seguinte nota:
“NOVA IORQUE (Reuters)- Em votação realizada há pouco, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vetou uma resolução sobre o programa nuclear da República Islâmica do Irã. Reino Unido e Federação da Rússia utilizatam seu poder de veto e impediram a aprovação do documento. Além dos votos britânico e russo contou com o voto negativo da Turquia e abstenções de Líbia e Uganda.
Este veto ocorre em meio a um controverso exercício militar realizado pelo Irã em Hormuz e à ameaça alguns estados da OPEP de reduzirem sua produção de petróleo, caso não seja possível escoar a produção pelo estreito. Israel e Irã tem trocado discursos agressivos nos últimos dias, ampliando a tensão entre os dois países.
Por Alexander Bozo.

Às 19:00 a sessào foi adiada, e eu voltei para o mundo real, fui jantar no “Friday’s” com meu primo Bernardo e a namorada dele, Ana. Mas eu percebo que uma vez Uganda, sempre Uganda, os problemas do conselho passam a mil pela minha cabeça, o medo de não aprovarmos umas resolução decente também. O problema existe e eu gostaria de saber que ajudei a resolve-lo da melhor maneira possível. “Tomorrow, tomorrow, I love you, tomorrow. You are always a day away”!

1o Dia de Simulacao

Hoje dia 18 de abril foi com certeza uma data marcante na minha vida acadêmica. O dia começou normal, acordei às 7 horas tomei um banho coloquei minha roupa social, meu sapato desconfortável, e rumei ao centro de ensino continuado da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Comigo eu carregava meu laptop, meus documentos, que me consumiram horas de leituras e estudos.Mais ainda, levava comigo um nervosismo persistente, mas uma esperança de que eu iria ajudar a resolver um problema que afeta a vida de milhões de pessoas.
A sessão se iniciou às 9:20 e logo começamos a debater a questão nuclear Iraniana, a Uganda teve o privilégio de se sentir imparcial, tentamos e acho que com exito passar a mensagem de que a paz e a segurança deveraim ser levadas em conta sem ferir os direitos de soberania e autonomia garantidos na Carta da ONU, as grandes potências precisam deixar de lado a posição imperialista que possuem e com isso me refirdo aos USA, Russia, França e Reino Unido. A primeira vez que Uganda se pronunciou foi um grande desafio, eu tremi do dedo do pé ao último fio de cabelo, mas depois do choque inicial as coisas foram melhorando.
Entre questões, pronunciamentos e moções, o nosso comitê foi se estendendo até a hora do almoço, quando tentamos deixar de lado as discurssões e voltar ao nosso papel de pessoas, o que se provou completamente impossível. Durante o almoço no restaurante “Bem Natura”, Bukina Faso e China se sentaram a mesa comigo e debatemos sobre propostas e resoluções que deveriam ser tomadas. Após o almoço retornamos ao debate. A segunda rodada foi bem mais interessante que a primeira, o Reino Unido que a princípio havia adotado uma postura mais branda mudou seu discurso e começou a tratar o problema de uma forma bem mais agressiva, como a maioria das delegações. Durante esse momento tivemos a experiência de moções informais onde a sala do comitê virou, com perdão da terminologia, uma “feira livre”, em um bom sentido já que pudemos chegar a algum consenso em relação às cláusulas preâmbulares apresentadas pela França. Durante um desses debates a Rússia levantou uma questão importante, diante ao “break” que Uganda e Lybia estavam propondo à proposta ela se proncunciou da seguinte maneira “ Sejamos práticos, Uganda e Líbia não irão apoiar e daí?” mal sabia ele que precisaria do nosso voto mais tarde naquele mesmo dia. Claro que isso é uma posição óbvia, o senhor delegado infelizmente esta certo, os países pequenos tem pequena voz no conselho de segurança, o príncipio de igualdade e unidade é inteiramente ignorado pelas grandes potências. Dito isso finalizo esse dia dizendo: A minha primeira experiência foi ótima, difícil, conturbada, cheia de contradições, acusações e aprendizado, não posso deixar de mencionar que conheci pessoas únicas e de grande especificidade como o Thiago, a Paula, o João, a Agatha e outros cujos os nomes me faltam, mas acho que a lição mais importante que posso tirar desse dia é essa: nenhum país é inocente, não existe uma fórmula pronta para mudar o mundo e até mesmo as nossa instituições que se auto-proclamam imparcial estão longe de atingir esse status.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Jesus morre por mim e por toda a humanidade

Era quase meio-dia. Repentinamente, a escuridao envolveu toda a terra ate as tres horas da tarde. O sol se escondeu e a cortina do templo em Jeruslaem rasgou-se ao meio de alto a baixo. Jesus soltou um grande gemido e disse: "Pai em vossas maos entrego meu espirito". E depois destas palavras, morreu. Um oficial romano, diante de tudo que estava acontecendo gloricou a Deus, dizendo: "Este homem, era realmente, um santo". E todo o povo, que presenciava este espetaculo, diante do que se passava, retirava-se profundamente arrependido. A distancia, amigos de Jesus e algumas mulheres, que o haviam seguido acompanhado desde a provincia da Galileia, ibservaram todas essas coisas (Lc 23, 44-49).

Tantas vezes, na correria do dia-a-dia e principalmente em nossas relacoes para com o proximo, nos estamos preparados para rnunicar Jesus Cristo e os seus ensinamentos. Quantas vezes estamos dispostos a cair em tentacao sem tentar ao menos resistir? Quantas vezes usamos dogmas invetados pela nossa mente para nos setirmos melhor em relacao as nossas atitudes, quando sabemos que estamos claramente pecando contra o Pai?
Muitos irao culpar o mundo em que vivemos, a televisao, o trabalho, o cansasso, e eu lhes pergunto, Jesus renunciou a Deus quando lhe botaram uma coroa de espinhos? Cuando cuspiram em sua face? Ou quando o crucificaram na cruz? Nao Jesus permaneceu fiel ao PAI pois ele tinha a fe, a fe capaz de ultrapassar toda a tentacao, todo o sofrimento para ser digno do amor de Deus.
Amanha e a sexta feira Santa, para nos Catolicos ela significa a paixao, o sofrimento e morte de Cristo filho de Deus. Tempo de reflexao, de revelacao da fe e dor amor para com Deus e para com o proximo. Tempo de celebrar a vida? Sim mas de resistir as tentacoes da carne que nos tornam tao deploraveis quanto qualquer animal. Deus nos criou sua imagem e semelhanca para que puderssemos viver o seu amor e experimentar a compaixao todos os dias na Terra. Aonde esta esse amor? Na inveja? Na ganancia? Na gula? Nao foi o que Jesus nos ensinou.
Estamos vivendo ou sobrevivendo aos dias? Estamos vivendo o evangelio? Precisamos companheiros, que a nossa luta seja pelo justo, pela solidariedade, pela seguranca, pela honestidade, pela igualdade, e principalmente pelo amor ao proximo.

Feliz Pascoa

sábado, 28 de março de 2009

Por el fin

Saudaciones,

Minha primeia publicacao eu gostaria de explicar o titulo do blog. "Por el fin", foi escolhido para denominar um local de luta contra todas as coisas maliguinas e indignas que existem no mundo. Por exemplo por el fin da fome, da injustica, da violencia, da tortura, da desigualdade social, da miseria, das guerras e uma lista infinita de coisas que se derivam, que sao causas e consequencias umas das outras. O objetivo desse blog e expor, criticar todas as coisas que eu acho que devam chegar ao fim e tambem propor solucoes viaveis para todas.
Viver nao e nada facil, e o que sempre ouco, de pessoas que tem comida todo o dia na mesa, que tem roupas para vestir, uma casa pra morar e uma familia para amar. Entao se disponha a imaginar como deve ser dificil para sobreviver de uma crianca nascida na Africa onde apenas 1 de cada 5 conseguem chegar a adolescencia? Imagine ser uma mulher que viveu durante o regime Taliba no Iraque, e que foi morta apedrejada porque saiu para comprar cebolas sem o marido. Mas voce nao precisa ir tao longe, imagina ter nascido em uma favela do Rio de Janeiro e aos 10 anos ter que escolher se iria pedir dinheiro no sinal ou participar do trafico de drogas? Com certeza com essas poucas acusacoes ja levantei varias questoes controversias e que muitas pessoas nao iriam concordar.Porem esse e o objetivo do blog, abrir nossos olhos para que possamos encontrar solucoes viaveis e principalmente para que deixemos de ser tao omissos e futeis quando tantas pessoas nem sabem o significado dessa palavra.
Eu sou estudante de Relacoes Internacionais na UVV, e pretendo colocar no blog as discussoes que me interessam nesse campo de estudo. Sugestoes e criticas sao bem-vindas de qualquer tipo. Porem nem todas serao incorporadas...